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Os desafios da sucessão em empresas familiares

Os desafios da sucessão em empresas familiares

Autor: Por Comatrix

Para as empresas familiares, a sucessão é um dos momentos mais desafiadores, que pode afetar diretamente o desempenho da organização e até determinar o seu fim. Mesmo negócios com bons resultados sofrem com a passagem de bastão da liderança, pela falta de clareza na governança e na gestão. Um dos instrumentos que pode ajudar a companhia a atravessar esse processo sem grandes turbulências é a existência de um conselho de administração ou de um consultivo. Por meio deles, estarão definidas, com a devida antecedência, as boas práticas de governança e de gestão, precedidos do planejamento estratégico, que solidificam a empresa. Para dotar o processo de maior segurança, deve-se passar ao sucessor definições pré-estabelecidas das metas estratégicas e de seus controles e sistemas de aferição.

Para o sócio da Comatrix, Marcio Roza, um dos pontos mais relevantes ligados à longevidade da empresa está na sua governança. “Ela é a garantia da continuidade das políticas que levaram a organização a seu sucesso. É a governança que determina os rumos da companhia e orienta o líder na gestão dos negócios”, explica.

Além da preocupação com a profissionalização da companhia, escolher quem assumirá o comando da organização também é crucial para o processo. Neste momento, é comum surgirem perguntas como: o próximo gestor deve ser da família? E, sendo da família, ele precisa ser preparado internamente? É necessário que ele tenha experiência prévia em cargos mais baixos na organização? Para Roza, as respostas a estas questões não são as que vão definir quem deva ser o futuro CEO. “Antes de mais nada, é preciso olhar para a família e descobrir se há um membro com vocação clara para assumir os negócios. Igualmente, essa pessoa precisa ter a preparação e a qualificação necessárias”, avalia Roza. Trabalhar em outras companhias é uma experiência tão rica quanto passar pelo chamado “chão de fábrica” ou pelo “balcão” da empresa de dono, pois traz também ideias novas para o negócio. Além da vocação e da preparação, o gestor ainda precisa desenvolver as competências para assumir a liderança.

O sucessor não tem que ser um especialista em todas as áreas de negócios da empresa. Por isso é necessário um time preparado para dar o apoio à gestão. “Para garantir a fluidez da sucessão, é fundamental ter profissionais adequados em todas as áreas que podem sofrer com a transição”, explica Roza. Quando não há esse perfil na organização, o plano de transição pode incluir um apoio externo qualificado, que facilitará a sucessão.


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